Pular para o conteúdo
Quem somos Anuncie Contato Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Boa Vista – RR 37°27° Pancadas de chuva
manhã tarde noite
ResultadoApuração · 2º turnoPresidente: LULA vence com 51,79% dos votos válidosAcompanhe
Brasil

Audiência pública no STF proíbe bets e clubes pedem reversão

Ministro Luiz Fux ouviu dirigentes de grandes clubes que alertam sobre perdas de centenas de milhões com a proibição das apostas online.

• 2 min de leitura • Por Redação Estadão Roraima
Audiência pública no STF proíbe bets e clubes pedem reversão
Ouça esta notícia em voz alta Narração em português trechos ·
Tamanho do texto

Na terça‑feira (3), o ministro Luiz Fux, relator de recursos no Supremo Tribunal Federal, conduziu audiência pública para debater a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe as apostas online (bets) em todo o território nacional. A sessão contou com a presença de representantes de clubes de futebol como Flamengo, Fluminense, Corinthians, São Paulo, Botafogo, Cruzeiro, Ponte Preta, Vitória, Guarani, Portuguesa e Grêmio, que relataram perdas milionárias de receitas.

O advogado‑geral da União, Jorge Messias, defendeu a validade da MP, argumentando que a restrição visa proteger a saúde da população, a renda das famílias e a economia do país, apontando que a exploração das bets não garante a efetiva proteção dos consumidores.

Representantes dos clubes destacaram o impacto financeiro imediato: o presidente do Fluminense, Montenegro, afirmou que a equipe perderá cerca de R$ 200 milhões em um ano; já o vice‑presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, estimou uma queda de aproximadamente R$ 430 milhões nas receitas anuais, comprometendo a estrutura do clube e seus mais de 1.200 empregados.

O diretor jurídico do Corinthians, Pedro Soares, e o superintendente de marketing, Vinícius Manfredi, reforçaram que os recursos provenientes das apostas são fundamentais para a excelência esportiva e para projetos sociais, sugerindo ainda campanhas educativas contra a ludopatia e a proteção de menores. O São Paulo, representado pela advogada Danielle Maiolini, alertou que a proibição pode impulsionar o mercado ilegal.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) também participaram da audiência, pedindo a derrubada da medida.

Com a MP ainda aguardando votação no Congresso, a discussão no STF deverá influenciar o futuro do setor de apostas e o equilíbrio financeiro dos clubes, que temem prejuízos irreversíveis caso a proibição se confirme.

Compartilhar:
Voltar para Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com * Comentários com links ou endereços de sites não são aceitos.

Participe do grupo do Estadão Roraima no WhatsApp