A Globo recebeu duas intimações judiciais na noite de 1º de outubro de 2026 relacionadas à realização do debate presidencial programado para aquela noite. A primeira intimação foi assinada pela ministra Estela Aranha do TSE, atendendo a um pedido da coligação da candidatura de Lula (PT), e proibiu o púlpito vazio com o nome de Lula e a formulação de perguntas a ele durante o debate. A segunda intimação foi uma decisão do ministro Gilmar Mendes do STF, atendendo a um pedido do partido Solidariedade, que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate, apesar de seu partido ter apenas um parlamentar no Congresso Nacional.
A Globo também mencionou uma decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de 29 de setembro de 2026, que alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares para fins de debate e garantiu a participação de Romeu Zema (Novo). As regras previamente acordadas entre os partidos, incluindo o PT, estabeleciam que em caso de ausência de candidato, o púlpito reservado a ele deveria ficar vazio com uma placa identificativa e que, em rodadas de tema livre, os candidatos presentes poderiam formular perguntas em 30 segundos ao ausente.
A Globo decidiu cancelar o debate presidencial da noite de 1º de outubro de 2026 devido às sucessivas decisões judiciais que causaram insegurança jurídica e representaram interferência indevida na liberdade de organizar debates eleitorais. A Globo afirmou que o cancelamento foi feito em respeito aos eleitores e ao público que esperava assistir ao debate. O debate estava programado para ocorrer na noite de quinta-feira, 1º de outubro de 2026.
Os candidatos originalmente convidados pela Globo para o debate eram Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT), com base na regra de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso. A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais e afirmou que seu propósito é promover a discussão de ideias e a democracia.


