O governo federal estendeu, nesta sexta-feira (25), o prazo do programa Desenrola Adimplentes por mais 30 dias, permitindo que as renegociações de dívidas sejam realizadas até 26 de outubro. A medida foi formalizada pela Medida Provisória 1.393/2026, que também criou a fase Desenrola Brasil 3.0, destinada a inadimplentes.
Inicialmente previsto para 90 dias, o período de oferta e celebração dos acordos passou a ser de 120 dias. Segundo o Ministério da Fazenda, a extensão decorre de questões operacionais, já que a implementação prática do programa só começou em 10 de agosto, após ajustes nas regras de participação solicitados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, que atuam como agentes operadores.
O Desenrola Adimplentes atende trabalhadores informais que mantêm seus pagamentos em dia ou têm atraso inferior a 90 dias, com dívida elegível de até R$ 15 mil em crédito pessoal sem garantia. Para participar, o cliente precisa ter quitado, no mínimo, quatro parcelas da dívida original. A taxa de juros está limitada a 1,99% ao mês, e a nova prestação não pode ultrapassar 90% da parcela original.
Além da quitação da dívida anterior, o programa permite a concessão de crédito adicional de até 50% do saldo devedor, contanto que a prestação resultante continue dentro do limite de 90% da parcela original. Essa possibilidade busca oferecer fôlego financeiro a quem tem dificuldade de acesso a crédito com condições mais favoráveis.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a prorrogação não gera novo impacto orçamentário, pois os recursos já foram repassados pela União ao Banco do Brasil, à Caixa e ao Fundo Garantidor de Operações (FGO). O objetivo, segundo Durigan, é apoiar trabalhadores informais que, por não possuírem comprovação de renda formal, recorrem a linhas de crédito com juros elevados.
A medida também inclui a portabilidade de crédito, estratégia adotada para ampliar a participação de instituições financeiras no programa. Embora bancos privados ainda avaliem seu engajamento, a iniciativa já conta com o apoio dos bancos públicos, que permanecem como principais operadores da fase Desenrola Adimplentes.
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