O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), em sessão plenária realizada no domingo (11). A medida atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que alegou o uso do canal para disseminar conteúdos já reconhecidos pelo TSE como falsos ou inverídicos.
O ministro destacou que a mobilização digital é lícita, mas não quando empregada para fins ilícitos, como a difusão coordenada de fatos sabidamente falsos em desfavor de um candidato. O canal, que tinha mais de 3 milhões de inscritos no momento da decisão, deverá ser retirado do ar pela Meta, dona do WhatsApp, em até três horas após a notificação, sob pena de multa.
A suspensão permanecerá em vigor até que seja homologado o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A campanha de Flávio Bolsonaro alegou que o canal cresceu de 55 mil seguidores em 5 de outubro para mais de 3 milhões no fim de semana da decisão, um aumento que considerou urgente para impedir novos impactos.
Além da suspensão, o TSE determinou que a Meta apresente um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e outras contas administradas por André Janones desde 5 de outubro. O ministro afirmou que a decisão não se confunde com outras ações já em curso na Corregedoria-Geral Eleitoral, tendo em vista o trâmite distinto do pedido apresentado pela campanha.
André Janones acusou o TSE de ‘censura’ após a decisão, enquanto a campanha de Lula classificou a medida como ‘tendenciosa’ e disse que sua equipe jurídica vai pedir explicações ao tribunal. A decisão foi tomada em resposta à alegação de que o canal vinha sendo usado para replicar conteúdos já julgados como desinformação pelo próprio TSE.


