A Polícia Federal deflagrou neste sábado (26) a Operação Auctoritas para investigar a possível prática de associação criminosa e crimes eleitorais em Roraima. A ação teve como objetivo apurar a existência de uma estrutura organizada para mobilização e arregimentação de eleitores no estado. As investigações foram iniciadas após representação da própria PF perante a Justiça Eleitoral.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Boa Vista e Rorainópolis. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Eleitoral, atendendo ao pedido da Polícia Federal. As buscas visam reunir elementos de prova relacionados aos fatos apurados e identificar outros possíveis envolvidos na suposta estrutura criminosa.
Segundo a PF, a investigação apura a possível utilização de vínculos e funções públicas para constranger ou influenciar servidores e colaboradores. Há suspeita de que agentes públicos tenham usado suas posições para pressionar pessoas a apoiar determinadas candidaturas. Essa conduta seria parte de um esquema mais amplo de manipulação do processo eleitoral.
A apuração também inclui a suspeita de oferta ou promessa de vantagens em troca de apoio a candidatos específicos. A polícia investiga se tais benefícios foram concedidos ou prometidos como forma de garantir adesão político-eleitoral. Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos indivíduos ou grupos alvos da investigação.
A Operação Auctoritas segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a eventual participação de outras pessoas na estrutura investigada. Novos elementos podem ser coletados nas próximas fases da apuração. A PF reforça que o sigilo das investigações será mantido para garantir a eficácia das diligências.


