Jalser Renier foi preso pela Polícia Federal em Boa Vista na quinta-feira (24) durante a Operação Filargíria, um desdobramento de investigação que já havia resultado na apreensão de aproximadamente R$ 305 mil em espécie em outubro de 2025. A ação foi realizada pelo Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da PF, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão na residência e no escritório do candidato a deputado estadual, localizado no mesmo endereço onde ele foi preso em 2021 por mandado relacionado a tortura e sequestro de jornalista.
Durante a operação, agentes apreenderam R$ 19 mil em espécie e planilhas relacionadas à campanha eleitoral, que a defesa afirma estarem vinculadas à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais. A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e utilização de contas de passagem para movimentação de valores supostamente provenientes de recursos públicos. Parte da rua foi interditada e duas viaturas descaracterizadas foram usadas na ação.
Jalser Renier foi conduzido à sede da PF para prestar depoimento e, segundo a defesa, permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Seus aparelhos foram entregues voluntariamente, e a defesa sustenta que o dinheiro apreendido tem origem lícita e natureza pessoal, negando qualquer relação com compra de votos. As planilhas serão apresentadas no prazo legal durante a prestação de contas à Justiça Eleitoral.
O delegado inicialmente estabeleceu fiança de 100 salários mínimos, equivalente a mais de R$ 160 mil, mas após a inclusão do crime de associação criminosa na investigação, a fiança foi revogada, já que esse crime não permite concessão de fiança. A defesa considera o valor inicial absurdo e afirma que Jalser Renier permanecerá sob custódia, exercendo seu direito de defesa, aguardando audiência de custódia.
A defesa é composta por Carlos Vilareal, conforme informado por fontes oficiais, e a esposa de Jalser Renier, Tatyanne Aguillera, compareceu à sede da PF por volta das 17h40. Apoiadores do candidato foram vistos em frente ao prédio da PF, erguendo bandeiras e gritando palavras de apoio e o nome do investigado.


