O Irã afirmou que aguarda uma resposta definitiva dos Estados Unidos sobre sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, feita por meio de mediadores do Catar durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país está esperando o posicionamento oficial dos EUA por meio dos canais diplomáticos e que tomará uma decisão com base nas informações recebidas. Segundo ele, a reabertura da via navegável depende do cumprimento de condições como o levantamento do bloqueio naval e a suspensão das sanções ao petróleo iraniano.
Donald Trump rejeitou publicamente a proposta iraniana, classificando-a como inaceitável e afirmando que os iranianos estão buscando um acordo porque estão perdendo feio. O presidente dos EUA disse que não há pressa para fechar um acordo, pois os Estados Unidos estão em posição de força com o controle do Estreito de Ormuz. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que qualquer acordo com o Irã exigirá muito trabalho árduo ao longo de um período de tempo, enquanto funcionários da Casa Branca descreveram as discussões com o Irã como positivas e construtivas por meio dos mediadores.
O Irã ressaltou que só retomará as negociações nucleares se os EUA cumprirem as condições propostas, incluindo o fim do bloqueio e das sanções ao petróleo, e destacou que as condições estão alinhadas com o Memorando de Entendimento assinado pelos dois países em junho. O porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akraminia, alertou que os EUA poderiam lançar um novo ataque contra o Irã devido à sua situação regional desfavorável e disse que Teerã está preparada para qualquer confronto.
No Iêmen, confrontos entre os houthis, apoiados pelo Irã, e forças apoiadas pela Arábia Saudita se intensificaram, com ataques a mercados e acampamentos militares na província de Taiz. O Ministério da Saúde controlado pelos houthis relatou que sete pessoas morreram e 40 ficaram feridas, incluindo crianças, em um ataque a estabelecimentos comerciais na região do cruzamento de Mawiya. O governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, afirmou ter realizado operações contra acampamentos militares houthis na mesma área. A Arábia Saudita enfrentou maior pressão devido ao avanço dos houthis, com relatos de ameaças às rotas de exportação de petróleo pelo Mar Vermelho e comunicados de escolas em Riade sobre aulas remotas sem explicação oficial.
Ambas as partes reconhecem que o Estreito de Ormuz é uma rota marítima estratégica vital para o comércio regional e global, e o Irã anunciou que, se as condições forem atendidas, a passagem marítima normal poderá ser restabelecida em sete dias. O comandante-chefe do Exército iraniano, Amir Hatam, afirmou que a guerra atravessa uma fase crítica e decisiva e que o país não aceitará ser impedido de comercializar enquanto outras potências utilizam as rotas estratégicas da região.
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