Reunião entre Corinthians e Caixa Econômica Federal realizada em Brasília na sexta-feira (16) contou com a presença do presidente Osmar Stábile, do diretor jurídico Pedro Soares, do diretor cultural Rafael Castilho e de representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel pelo clube. Pelo lado da Caixa, participaram o ministro Guilherme Boulos, dirigentes do banco e o presidente da instituição, Carlos Antônio Vieira Fernandes.
Durante o encontro, as partes formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade para dar continuidade às negociações sobre a quitação da dívida da Neo Química Arena, atualmente estimada entre R$ 630 milhões e R$ 660 milhões. O objetivo é utilizar os naming rights do estádio como forma de pagamento, com avaliação interna do clube indicando que esses direitos valem aproximadamente R$ 70 milhões por temporada.
As tratativas seguem em curso em um ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência, conforme nota oficial conjunta divulgada pelas instituições. O Corinthians já havia suspendido os pagamentos da dívida com a Caixa e utilizado R$ 13,5 milhões de uma conta reserva para pagar salários atrasados do elenco masculino, valores que posteriormente foram devolvidos pelo banco.
O contrato original de financiamento da Arena estabelece dezembro de 2041 como prazo de pagamento, com amortizações a partir de 2025 e juros de 2% ao ano mais CDI desde 2023. No bastidores, Stábile cita a dívida da Arena como principal motivador da crise financeira total do clube, que alcança R$ 2,8 bilhões. A multa para rescisão do contrato com a Hypera Pharma, detentora atual dos naming rights, caiu para R$ 50 milhões no segundo semestre de 2025, enquanto o Corinthians recebe atualmente R$ 21 milhões anuais pela parceria.


