Em Boa Vista, o nível do Rio Branco chegou a 80 centímetros nesta quarta-feira (7), enquanto em Caracaraí a marca foi de 1,34 metro. Para evitar que o sistema de captação pare com o avanço da seca, a Caer instalou uma bomba extra em uma balsa no rio. A capital possui 110 poços, que podem perder até 20% da força nos meses mais quentes devido à queda do lençol freático.
A Caer furou novos poços artesianos nos bairros Vila Jardim e João de Barro em Boa Vista e prevê novas perfurações em outras cinco áreas da cidade, além dos centros de distribuição Pintolândia e Cidade Satélite. Em Rorainópolis, os 16 poços da cidade perderam 25% da capacidade, e em Caroebe, dois poços tiveram redução de 40% no abastecimento. A companhia prometeu enviar caminhões-pipa e perfurar novos poços nesses municípios.
Carros-pipa também serão enviados para áreas afetadas em Caracaraí, Pacaraima e Cantá. O Corpo de Bombeiros de Roraima, por meio do coronel Anderson Carvalho de Matos, coordenador estadual da Defesa Civil, destacou Rorainópolis, Uiramutã e Pacaraima como municípios de maior atenção diante da crise hídrica. A Sesau negocia o uso de aviões para transporte de pacientes e remédios a comunidades ribeirinhas isoladas.
Roraima registrou 87 focos de calor em agosto (até o dia 27) e acumula 2.034 em 2026. A Aprosoja estima que 50% da safra atual de grãos seja perdida devido à seca. O presidente da Femarh, Wagner Severo, afirmou que 20% das queimadas são ilegais, identificadas por cruzamento de imagens de satélite com registros de propriedades, e que o ápice da seca deve ocorrer entre novembro e janeiro.
O estado está sob decreto de situação de emergência desde 2 de setembro, válido por 180 dias, permitindo ações rápidas sob coordenação de um gabinete de crise com 19 órgãos estaduais. A Caer apresentou as ações de enfrentamento à estiagem em coletiva nesta quarta-feira (7).


