Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, renovando todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 assentos do Senado, além de escolher governadores em 36 estados. O pleito funciona como termômetro da aprovação do governo de Donald Trump, que não concorre ao cargo, mas acompanha a campanha de candidatos republicanos.
Antes da votação, o Partido Republicano mantinha a maioria na Câmara com 218 cadeiras e no Senado com 53 assentos. O Partido Democrata busca inverter esse cenário, especialmente na Câmara, onde precisaria de um ganho líquido de quatro cadeiras para alcançar a maioria. No Senado, a disputa permanece incerta, embora projeções indiquem leve vantagem para os democratas.
A contagem dos votos será realizada individualmente por cada estado, sem um órgão centralizador. Esse modelo pode alongar o prazo de apuração, sobretudo nos estados que permitem voto por correio. A participação não é obrigatória, o que exige campanhas intensas para mobilizar eleitores, sobretudo nas áreas onde a presença de Trump nas campanhas tem gerado maior atenção.
Especialistas apontam que os resultados terão impacto direto em processos de impeachment e nas nomeações presidenciais, já que a Câmara tem competência para abrir investigações e o Senado aprova indicações do presidente. Uma eventual perda de maioria republicana poderia limitar a capacidade de Trump de avançar sua agenda legislativa até o fim de seu mandato em 2029.
Os novos congressistas tomam posse em janeiro de 2027, data que marca o início do próximo ciclo legislativo. Enquanto isso, a corrida pelos 36 governos estaduais também pode influenciar o cenário nacional, já que governadores controlam importantes recursos federais e políticas regionais.
Analistas ressaltam que a votação será observada como referência para a eleição presidencial de 2028, avaliando a capacidade de Trump de manter apoio popular. O resultado das midterms, portanto, não só define o equilíbrio de poder no Congresso, mas também indica a direção da política interna dos EUA nos próximos dois anos.


