O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ingressou nos Estados Unidos sob o regime de “parole”, uma autorização temporária de entrada, no dia 28 de outubro. A chegada em Miami ocorreu após sua partida da Argentina, em 27 de outubro, e logo depois da solicitação da Polícia Federal brasileira para a apreensão de seu passaporte, medida tomada após a divulgação dos resultados das eleições presidenciais de 2026, nas quais foi derrotado.
A chegada de Flávio Bolsonaro e sua família a Miami, em 28 de outubro, partindo do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, foi marcada pela entrada nos Estados Unidos sob o regime de “parole”. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou a concessão dessa autorização temporária em 31 de outubro, em Atlanta, após a inspeção do senador e seus acompanhantes por agentes de imigração na alfândega de Miami, conforme os procedimentos padrões.
Marco Rubio, em sua declaração em 31 de outubro, enfatizou que o governo dos EUA não teve envolvimento direto na organização da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Contudo, ele reconheceu que o presidente Donald Trump havia autorizado a entrada do senador caso este chegasse a um ponto de imigração. Por sua vez, Donald Trump afirmou em 1º de novembro, em Mar-a-Lago, Palm Beach, que Flávio Bolsonaro pode permanecer em território americano pelo tempo que desejar, embora não tenha planos de se encontrar com ele. Em meio a esses acontecimentos, o Secretário de Estado Rubio também informou que se encontrará com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante o fórum do G7, na França.
A solicitação da Polícia Federal do Brasil para a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro, feita logo após a divulgação dos resultados eleitorais em 25 de outubro, foi motivada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal que determinava a entrega dos documentos. Essa medida foi tomada em meio a investigações que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com a Polícia Federal alertando para o risco de evasão do país.
A operação de saída do senador Flávio Bolsonaro contou com apoio na logística. De acordo com o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, o jato particular da empresa Baires Fly que transportou Flávio e sua família foi providenciado. Adicionalmente, Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei, teria coordenado uma parte da operação, que incluiu a escolta do carro de Flávio até o controle de imigração do Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu, na Argentina.


