Pular para o conteúdo
Quem somos Anuncie Contato Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Boa Vista – RR 38°27° Muitas nuvens
manhã tarde noite
ResultadoApuração · 2º turnoPresidente: LULA vence com 51,79% dos votos válidosAcompanhe
Brasil

Flávio Bolsonaro foge do Brasil e se declara ‘líder’ após eleição

Senador do PL não reconheceu resultado das urnas, acusou suposta fraude e teve passaporte apreendido por risco de evasão.

• 3 min de leitura • Por Redação Estadão Roraima
Flávio Bolsonaro foge do Brasil e se declara 'líder' após eleição
Ouça esta notícia em voz alta Narração em português trechos ·
Tamanho do texto

Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil para os Estados Unidos após o segundo turno da eleição presidencial, e em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), declarou não reconhecer o resultado das urnas, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Inicialmente, ele se autodenominou “presidente eleito”, alterando posteriormente a expressão para “líder do Brasil” em uma nova versão da carta. A saída do senador ocorreu em meio a um pedido da Polícia Federal para a apreensão de seu passaporte, deferido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seu manifesto, Flávio Bolsonaro acusou suposta fraude eleitoral e atacou o Judiciário, alegando a existência de um “regime de exceção” e “perseguição política” contra sua família. Ele negou que sua partida do país representasse uma fuga, comparando-a a um “exílio político”. O parlamentar defendeu a cassação da chapa eleita, de Lula e Geraldo Alckmin, e afirmou que lideraria a oposição a partir de território norte-americano, onde se encontra com a família e “em segurança”, conforme a carta.

A fuga de Flávio Bolsonaro envolveu um plano articulado por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, com o apoio de autoridades americanas. Durante a execução, houve a divulgação de informações falsas com o objetivo de despistar a Polícia Federal. Segundo o governo argentino, Flávio cruzou a fronteira em Puerto Iguazú na terça-feira (27), às 22h50 (horário de Brasília). Na madrugada de quarta-feira (28), à 0h22, ele decolou da Argentina para Guayaquil, no Equador, seguindo de lá para Miami às 6h22.

A Polícia Federal justificou o pedido de apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro pelo “risco concreto de evasão” e por uma declaração anterior de Eduardo Bolsonaro. De acordo com a Polícia Federal, Eduardo havia afirmado que seu irmão deveria se mudar para os Estados Unidos caso perdesse a eleição, em uma fala que, segundo a mesma fonte, foi uma “pegadinha” para preparar a retórica de saída do Brasil. O pedido de apreensão foi feito apenas sete minutos após a confirmação da reeleição de Lula, e prontamente deferido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Flávio Bolsonaro alegou a ocorrência de uma “impossibilidade matemática” na votação e contestou decisões judiciais, especialmente as tomadas pelo ministro Cristiano Zanin (STF) durante o pleito. Segundo Flávio Bolsonaro, Zanin, que já foi advogado do presidente Lula, determinou a extensão por duas horas do horário de votação. Esta atuação, conforme o senador, permitiu que uma “impossibilidade matemática” se concretizasse e que Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno, destacando que a ordem do STF chegou após o fim do horário legal, submetendo eleitores a regras distintas.

As alegações de fraude de Flávio Bolsonaro, no entanto, contrastam com a postura de seu partido. O PL reconheceu o resultado eleitoral, embora tenha solicitado esclarecimentos à Justiça, conforme nota assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, confirmou a vitória de Lula e reiterou que a eleição transcorreu com segurança e transparência, sem inconsistências ou fraudes. Após a confirmação do resultado, Flávio Bolsonaro havia inicialmente falado em anulação, mudando de postura na segunda-feira (26) para pedir a cassação da chapa de Lula por “abusos” de poder.

Em sua carta, Flávio Bolsonaro agradeceu a líderes internacionais como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conforme a Polícia Federal, Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, que também está nos Estados Unidos, respondem a um inquérito que apura crime de lavagem de dinheiro.

Compartilhar:
Voltar para Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com * Comentários com links ou endereços de sites não são aceitos.

Participe do grupo do Estadão Roraima no WhatsApp