Catarina Rosa, de 55 anos, atua como mesária em Boa Vista há aproximadamente 15 anos. Portuguesa de nascimento, ela chegou ao Brasil ainda criança com os pais e se mudou para Roraima três meses depois da chegada ao país, em 1980. Desde então, construiu sua vida pessoal e profissional na capital roraimense, onde se formou, teve os filhos e atualmente se considera mais brasileira do que portuguesa.
Como mesária, Catarina já exerceu diferentes funções, incluindo presidente de mesa, e afirma que as eleições em que participou sempre transcorreram de forma tranquila. Ela destaca a evolução tecnológica das urnas e dos sistemas de votação, que facilitou o trabalho dos mesários e acelerou a passagem dos eleitores pelas seções eleitorais.
Apesar de reconhecer que o trabalho pode ser cansativo, especialmente por ocorrer aos domingos, Catarina valoriza as folgas concedidas posteriormente aos servidores públicos. Ela se define como uma ‘aficionada pelo direito eleitoral’ e afirma que esse interesse pessoal a motiva a continuar na função ao longo dos anos.
Para Catarina, continuar trabalhando como mesária é uma forma de participar da democracia do Brasil, país que a acolheu quando ainda era criança. Ela ressalta que sua relação com o processo eleitoral começou pouco antes de se tornar mesária, quando solicitou a igualdade de direitos políticos e civis como eleitora.
A mesária afirma que, embora o trabalho exija dedicação, ele é essencial para o funcionamento das eleições e traz benefícios tanto para a democracia quanto para os servidores públicos envolvidos no processo.


