O Manchester City apresentou recurso na sexta-feira (2) contra a decisão da Comissão Independente da Premier League que o considerou culpado de violações financeiras entre as temporadas 2009/10 e 2017/18. O clube alega que o parecer contém erros materiais evidentes, de direito, de princípio e de fato, e afirma ser inocente das acusações, sustentando sua posição com um conjunto abrangente de provas irrefutáveis.
A comissão independente concluiu que o City inflou artificialmente suas receitas e reduziu custos em mais de 900 milhões de libras por meio de contratos falsos com parceiros comerciais e ocultação da verdadeira situação financeira diante de auditores e reguladores. As violações incluem falta de detalhamento sobre pagamentos a jogadores e ao ex-técnico Roberto Mancini, além de descumprimento dos limites de gastos da Premier League e da Uefa.
A Premier League tem 12 semanas a partir da apresentação do recurso para avaliar a apelação e mais 30 dias para proferir o resultado. A Federação de Futebol da Inglaterra (FA) confirmou ter autonomia para aplicar medidas disciplinares contra o clube e afirmou estar analisando cuidadosamente a decisão e suas implicações, tomando medidas quando apropriado.
O Manchester City também afirmou que não colaborou com as investigações da Premier League desde 2018, recusando-se a fornecer de boa vontade documentos e informações. A FA considerou o caso uma mancha para a integridade do esporte e ressaltou que aguardará a conclusão do processo antes de tomar qualquer decisão.


