A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar que permite a participação de Tifanny Abreu, do Osasco, na Supercopa Feminina de vôlei e na Superliga 2026/27. A decisão foi proferida pelo juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, uma hora e meia antes do jogo entre Osasco e Praia Clube na Supercopa Feminina 2026.
A liminar determina que a CBV reconheça provisoriamente a elegibilidade, inscrição, registro e condição de jogo de Tifanny Abreu, suspenso os efeitos da nova política de elegibilidade baseada na triagem do gene SRY. A atleta disputa competições femininas organizadas pela CBV desde 2017 e teve sua elegibilidade reconhecida ao longo das últimas nove temporadas.
A decisão estabelece multa de R$ 5.000,00 por partida em que a CBV impeça Tifanny de atuar e proíbe a aplicação de sanções ao Osasco pela utilização da jogadora, como WO, perda de pontos ou multas. A CBV foi comunicada da decisão às 19h12 do dia da publicação da liminar e afirmou que apresentará recursos cabíveis para reversão da decisão.
A medida é provisória e válida até nova deliberação judicial ou decisão definitiva sobre o caso. A assessoria jurídica de Tifanny e do Osasco acionou a Justiça Desportiva com um mandado de garantia antes de recorrer à Justiça comum, após a Justiça Desportiva ter negado a liminar no fim da manhã da sexta-feira.
Tifanny Abreu foi um dos destaques da vitória do Osasco sobre o Praia Clube por 3 a 0 na Supercopa e se emocionou ao celebrar o título, desabafando sobre a luta para se provar como atleta transgênero.


