Jalser Renier, candidato a deputado estadual pelo PSDB, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (01) em Boa Vista, no âmbito da Operação Lemming. A ação também teve como alvo sua mãe, que foi um dos investigados na operação. A prisão ocorreu após a deflagração da operação, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados em Boa Vista, no Cantá e em Caracaraí.
A Operação Lemming é um desdobramento da Operação Filargíria, na qual Jalser Renier foi preso em flagrante na semana anterior. Durante a Operação Filargíria, a PF encontrou R$ 19 mil em espécie e planilhas com anotações relacionadas à campanha, contendo pagamentos previstos entre R$ 200 e R$ 500 por eleitor sob a sigla ‘BU’ (Boca de Urna). A PF afirma ter identificado indícios de estrutura voltada à cooptação ilícita de eleitores a partir dessas planilhas.
A Justiça Eleitoral expediu os mandados de busca e apreensão na Operação Lemming, que determinou medidas cautelares e bloqueio de bens e valores, com limite total de R$ 4.228.100. As medidas incluem proibição de contato entre os investigados, vedação à realização de saques em espécie e bloqueio de bens. A esposa de Jalser Renier, Tatyanne Aguillera Padilha (Dra. Taty), candidata a deputada federal pelo PSDB, também foi alvo da operação.
A PF suspeita que Jalser Renier planejava comprar votos de 12 mil eleitores com R$ 4 milhões nas eleições de 2026. A operação visa preservar provas, impedir interferências na investigação e evitar a continuidade das condutas sob apuração. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a liberação ou audiência de custódia do investigado.
O que você está achando da nova estrutura do Estadão Roraima?


