Durante debate promovido pela Rede Amazônica na terça-feira (29) em Boa Vista, Arthur Henrique (PL) propôs ampliar o programa Bem-Te-Vi de exames oftalmológicos nas escolas estaduais dos 14 municípios de Roraima. O candidato afirmou que o programa já atendeu 54 mil estudantes na capital, com mais de 5 mil casos de problemas visuais identificados. A proposta visa reduzir o deslocamento de pacientes para a capital em busca de atendimento básico de saúde.
Soldado Sampaio (Republicanos) respondeu destacando a necessidade de reabrir hospitais estaduais em Bonfim, Normandia e Caracaraí, além de criar leitos de UTI em Rorainópolis. Ele criticou a suposta falta de estrutura na capital e responsabilizou a administração estadual anterior pela situação das unidades de saúde. O debate também abordou a ampliação do atendimento regional e a redução de filas para exames e cirurgias eletivas.
Farah Mesquita (Solidariedade) defendeu a realização de uma auditoria geral nos contratos estaduais e a redução do número de secretarias como medida de transparência e eficiência na gestão pública. Ela questionou a condução de recursos e a existência de supostas irregularidades em áreas como saúde e ocupação de terras. As acusações foram feitas durante trocas de perguntas entre os candidatos.
Rosi Aires (PSOL) cobrou maior investimento na educação indígena e reiterou a proposta de criação da Universidade Federal Indígena em Uiramutã. Ela também destacou a importância do ensino intercultural bilíngue e da proteção das terras indígenas contra atividades como o garimpo ilegal. A candidata ligou a educação à preservação ambiental e ao respeito às comunidades tradicionais.
Arthur Henrique respondeu às acusações ao afirmar que um prefeito não tem autoridade para determinar prisões e rejeitou as alegações de perseguição em disputas fundiárias. Ele também disse que os recursos para a UPA municipal foram destinados em dezembro de 2024 e que a obra será concluída pelo sucessor Marcelo Zeitoune até o fim de 2028. O candidato reafirmou seu compromisso com o atendimento em unidades estaduais enquanto houver pacientes sem assistência adequada.
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