O Banco Mundial divulgou nesta terça-feira (6) as projeções de crescimento do PIB brasileiro para 2026, estimando alta de 2,1% no período. O índice está abaixo da média prevista para a América Latina e Caribe, que deve registrar expansão de 2,2% no mesmo ano. A instituição apontou juros elevados, incertezas sobre a política econômica e investimentos públicos mais fracos como fatores que limitam o desempenho do Brasil.
Para 2027, o Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento do Brasil, citando juros reais elevados, crédito restrito e menor impulso fiscal como razões para a revisão. As projeções foram divulgadas uma semana antes do início da reunião semestral da instituição. O Paraguai tem previsão de crescimento de 4,7% em 2026, enquanto a Argentina deve crescer 2,1% no ano, abaixo dos 4,5% registrados em 2025.
A Argentina deve completar três anos consecutivos de crescimento entre 2025 e 2027, desempenho atribuído pelo Banco Mundial ao ajuste das contas públicas, mudanças nos impostos e uma economia mais aberta. O El Niño foi apontado como risco climático que pode afetar a atividade econômica por meio de secas, chuvas excessivas e variação nos preços da energia. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em fevereiro de 2026, elevou os preços da energia no mercado mundial.
Segundo o Banco Mundial, a inteligência artificial vai criar 170 milhões de vagas de trabalho em cinco anos. A instituição também destacou que países com estruturas macroeconômicas sólidas e reformas avançadas estão demonstrando potencial para crescimento mais sólido na região. O baixo crescimento da região limita os avanços no combate à pobreza e ao trabalho informal, segundo a mesma fonte.


