Abel Ferreira realizou um longo desabafo sobre a condução das partidas do Palmeiras e as punições recebidas ao longo de sua gestão, logo após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco no Nubank Parque. O confronto, realizado no domingo (1), marcou a ida da semifinal da Copa do Brasil e deixou o time alviverde com a vantagem do empate para a decisão. A declaração do treinador português ocorreu em resposta às críticas por partes do clube carioca referentes às decisões tomadas pelo árbitro Anderson Daronco durante o duelo.
Um dos pontos centrais da reclamação foi a não marcação de um pênalti que teria ocorrido no início do segundo tempo, quando o zagueiro Barboza tocou a bola com a mão após disputa com Lescano dentro da área. A equipe do VAR não recomendou a revisão do lance, o que gerou forte insatisfação por parte dos visitantes e do diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, que classificou a atuação da arbitragem como vergonhosa. Diante das perguntas sobre o lance, Abel questionou a natureza da cobrança e optou por não se aprofundar no tema na coletiva de imprensa.
Além da polêmica do pênalti, a expulsão de Saldivia também foi alvo de críticas. O zagueiro do Vasco recebeu o segundo cartão amarelo aos 31 minutos do segundo tempo após puxar Vitor Roque, ficando com um a menos na reta final da partida. O diretor Admar Lopes pediu atenção da CBF para a escolha da equipe de arbitragem no jogo de volta, argumentando que houve falta de intervenção do VAR tanto na expulsão quanto no lance do pênalti. O Palmeiras, por sua vez, aproveitou a vantagem numérica, embora tenha tido oportunidades perdidas.
Em seu pronunciamento, Abel Ferreira admitiu que sua postura à beira do campo prejudicou sua própria imagem e seu nome. O treinador reconheceu que seu espírito competitivo e a sensação de injustiça levaram a comportamentos que considera inadequados para a sua posição. Ele afirmou que o Palmeiras já precisou disputar diversas partidas sem sua presença no banco de reservas devido às suspensões aplicadas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), questionando a proporção das penalidades em comparação a outros treinadores.
Diante disso, o técnico português prometeu mudar sua postura e evitar novas suspensões, declarando que precisa ficar quieto e calado após as punições recebidas. Abel ressaltou que é responsável apenas pelos resultados esportivos e que, em relação aos árbitros, não se manifestaria mais, reconhecendo as condições de trabalho do país. A declaração busca encerrar as especulações sobre eventuais conflitos futuros com a arbitragem durante os próximos compromissos do clube.
Agora, a equipe alviverde terá a vantagem do empate na partida de volta, que está marcada para o dia 8 de novembro, em São Januário, no Rio de Janeiro. O Vasco precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente à final da Copa do Brasil, enquanto uma vitória por um gol de vantagem levará a decisão para os pênaltis. O confronto promete ser intenso, com o time carioca precisando mudar sua postura após a eliminação recente e a atuação abaixo do esperado no primeiro tempo da semifinal.


