Uma operação das Forças Armadas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, destruiu duas pistas de pouso clandestinas, uma balsa de grande porte e equipamentos usados no garimpo ilegal. Segundo o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, o prejuízo estimado é de R$ 6 milhões. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (27).
Batizada de Operação Flecha Noturna VII, a ação ocorreu entre os dias 8 e 19 de outubro, nas regiões de Dicão e Noronha, sob coordenação da Casa de Governo.
Explosivos nas pistas
Os militares chegaram às áreas de atuação com técnicas de infiltração por cordas, como McGuire e rapel. Segundo o Comando, foram usados explosivos para interditar as pistas e inutilizar as estruturas de apoio ao garimpo.
Além das pistas e da balsa, foram inutilizados 150 litros de óleo diesel, 13 motores, três máquinas leves, cinco esteiras e outros materiais ligados à atividade ilegal.
A operação teve apoio de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, que transportaram militares e equipamentos até as áreas.
Ação permanente
A Operação Catrimani II reúne Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências governamentais, sob coordenação da Casa de Governo em Roraima. O objetivo é combater, de forma preventiva e repressiva, o garimpo ilegal, os crimes ambientais e outros crimes transfronteiriços na Terra Indígena Yanomami.
Em junho, a quinta fase da Flecha Noturna destruiu seis pistas clandestinas e apreendeu 300 quilos de cassiterita na mesma terra indígena.


