Seca ameaça o Rio Branco, principal manancial de Roraima

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O Rio Branco, o principal rio de Roraima, enfrenta uma seca alarmante, com seu nível de água abaixo da média para o mês de outubro. Na última medição realizada em 12 de outubro pela Agência Nacional de Águas (ANA), o nível estava em 1,05 metro, enquanto o ideal para este período seria de 2,10 metros, ou seja, um metro abaixo do esperado.

A situação de estiagem está sendo monitorada pela Defesa Civil estadual, órgão vinculado ao Corpo de Bombeiros. Nesta segunda-feira, 16 de outubro, o governador Antonio Denarium lançará a campanha “Verão Seguro” e anunciará medidas para enfrentar os impactos da estiagem no estado.

O Rio Branco, uma importante fonte de água potável para os moradores de Boa Vista, figura entre os quatro principais rios da Bacia Amazônica com os níveis mais baixos já registrados em setembro, de acordo com um relatório do Sistema Geológico Brasileiro (SGB) e da ANA.

O baixo nível da água é visível a olho nu na Orla Taumanan, com a formação de bancos de areia. Durante a seca histórica de 2016, o nível chegou a incríveis -59 centímetros.

O fenômeno El Niño tem agravado a estiagem, causando aquecimento anormal do Pacífico equatorial. Tanto a Defesa Civil estadual quanto o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao governo federal, estão monitorando de perto a situação do Rio Branco.

As projeções indicam que o volume de água deve diminuir ainda mais nos próximos meses, aumentando a preocupação com eventos extremos de seca no primeiro trimestre de 2024, conforme explicado por Larissa Antunes, pesquisadora na área de hidrologia do Cemaden.

Os dados sobre o Rio Branco são provenientes de duas estações em Roraima: uma na capital, Boa Vista, e outra em Caracaraí, no sul do estado, que também é banhado pelo mesmo rio. Historicamente, a maior cheia do Rio Branco ocorreu em junho de 2011, quando atingiu 10,28 metros.

A seca está afetando principalmente municípios como Boa Vista, Bonfim, Cantá, Amajari, Normandia, Pacaraima e Uiramutã, que correm o risco de escassez de água, afetando principalmente as áreas rurais.

A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer-RR), uma empresa de economia mista do governo, é responsável pelo fornecimento de água em Boa Vista e assegura que, apesar do cenário de seca, não haverá racionamento ou falta de água para a população.

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