Explosões em Caracas elevam tensão entre Venezuela e EUA

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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (data) não saber o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e exigiu do governo dos Estados Unidos a apresentação de uma prova de vida do chefe do Executivo venezuelano.

A declaração ocorre após uma série de explosões atingir Caracas durante a madrugada. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas na capital em um intervalo aproximado de 30 minutos.

Moradores de diferentes regiões relataram tremores, intenso barulho de aeronaves e correria nas ruas. Houve interrupção no fornecimento de energia elétrica em parte da cidade, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares, além de aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

Pouco depois do início das explosões, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Segundo o texto, o presidente Nicolás Maduro convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização em todo o território nacional.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, com o objetivo de proteger os direitos da população, garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas e iniciar de imediato a luta armada”, diz o comunicado oficial.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”

O governo venezuelano afirmou ainda que a suposta operação militar dos Estados Unidos teria como objetivo a apropriação de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas acusou Washington de tentar impor uma “guerra colonial” e promover uma “mudança de regime”.

Ao final do comunicado, a Venezuela declarou que se reserva o direito de exercer a legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

Maduro sob pressão internacional

A escalada de tensão teve início em agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. Na ocasião, o governo norte-americano reforçou sua presença militar no Mar do Caribe.

Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização tinha como foco o combate ao narcotráfico internacional. Com o passar do tempo, no entanto, autoridades americanas passaram a admitir, sob anonimato, que o objetivo final seria a derrubada do governo Maduro.

Em novembro, o então presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a conversar por telefone com o líder venezuelano. Segundo a imprensa americana, as negociações não avançaram, pois Maduro teria resistido à possibilidade de deixar o poder.

No mesmo período, os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista, acusando Maduro de liderar o grupo. Também em novembro, veículos da imprensa internacional noticiaram que Washington se preparava para uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.

De acordo com o jornal The New York Times, os EUA demonstram interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros do país, enquanto Trump determinou bloqueios a embarcações sob sanções e acusou Maduro de desviar recursos venezuelanos.

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