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Cerca de 250 estudantes do ensino médio respondem ao teste vocacional do Inovem

Ferramenta de avaliação consiste em um questionário com 48 perguntas práticas que norteiam os jovens sobre suas dúvidas com relação aos perfis profissionais

O Centro de Inovação e Empreendedorismo (Inovem), da Assembleia Legislativa de Roraima, aplicou o teste vocacional na tarde desta quarta-feira (5) para cerca de 250 estudantes do segundos e terceiros anos do Ensino Médio, do Colégio Militar de Roraima Cel PM Derly Luiz Vieira Borges.

A ferramenta de avaliação consiste em um questionário com 48 perguntas práticas que norteiam os jovens sobre suas dúvidas com relação aos perfis profissionais. A coordenadora técnica do Inovem, Rafaela Reis, explicou que o teste aponta para a área na qual você mais se identifica.

“Às vezes, você pensa em fazer medicina e, quando se executa o teste, percebe que tem mais afinidade com a área social, com exatas e até mecânica. A partir dele, é possível ter uma luz para pensar no que realmente você quer para a sua vida”, explicou.

A apresentação do teste foi conduzida pelo psicólogo Wagner Costa. Conforme o especialista, a metodologia utilizada é baseada no modelo RIASEC, criado pelo psicólogo americano John L. Holland, considerada importante porque ajuda no direcionamento profissional do jovem.

A teoria desenvolvida por Holland classifica interesses vocacionais em seis perfis: artístico, convencional, empreendedor, investigativo, realista e social, bem como auxilia os interessados a compreenderem suas aptidões e preferências profissionais, alinhadas à sua personalidade.

“Muitas vezes, as pessoas escolhem profissões e, quando estão na metade do curso de graduação, descobrem que aquilo não era o que queriam. Aqui, eles puderam, desde já, encontrar um caminho e se direcionar para algo que tenha mais a ver com o perfil de ser deles”, ressaltou Costa.

Ainda segundo Costa, a teoria do americano diz que, se você trabalha com o que gosta, terá mais possibilidades de ser feliz e se dar bem na profissão. “Acredito que o teste vocacional é algo que deveria ser realizado em todas as escolas de ensino médio, e estamos contribuindo por meio do Inovem”, concluiu.

Ineditismo

A oportunidade de aplicação do teste aos estudantes do CME ocorreu após a participação da instituição de ensino na segunda edição do projeto “Conexão Financeira”. O diretor-geral do colégio, major PM Adriano Lopes, fez a solicitação do teste ao Inovem e agradeceu a parceria.

“O CME prepara cidadãos para a vida após a conclusão do ensino médio e, o teste do Inovem, foi um dos instrumentos que proporcionamos aos nossos alunos. Vimos a empolgação deles porque nenhum havia feito um antes. Então, tenho certeza de que isso despertará neles a vontade de saber qual profissão seguir. Quero muito agradecer a parceria da Assembleia”, destacou o diretor.

A Rebeca Peixoto, de 16 anos, aluna do segundo ano, aprovou a experiencia. A jovem contou que o resultado do seu teste apontou, predominantemente para o perfil social, apesar de se ver atuando no campo investigativo (áreas de pesquisas).

“Gostei bastante do teste. Tiveram perguntas que eu nunca tinha me feito para saber se eu quero seguir naquela carreira ou não. Então, foi como um caminho que abriu novas portas. Ele também mostrou possibilidades para quem ainda não ‘se encontrou’ profissionalmente”, avaliou a estudante.

Para o Lauan Almeida, também de 16 anos, o experimento é algo necessário para os alunos, que serão o futuro do Brasil. Segundo ele, que traça seu perfil profissional desde os 12 anos, o teste contribuiu, ainda, para que os jovens se tornem bons profissionais.

“Avalio realmente importante e pode contribuir para tudo, inclusive, no desenvolvimento do nosso país. Já venho traçando meu plano profissional há quatro anos e, desde então, pesquiso sobre o que eu quero ser. Descobri que quero trabalhar com Relações Internacionais. É algo que eu gosto e creio ser importante. O teste só reforçou a ideia de que eu devo seguir com essa ideia”, afirmou.

A aplicação do teste vocacional será realizada em outras escolas da capital, e deve ser estendida para instituições do interior do estado.

Texto: Suzanne Oliveira

Fotos: Eduardo Andrade

SupCom ALERR – 05.11.2025

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