Educação transforma Boa Vista nos 135 anos da capital

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Com tecnologia, valorização profissional e estrutura de qualidade, cidade se destaca como referência no ensino público

Por Marcus Miranda

Boa Vista celebra 135 anos no próximo dia 9 de julho, e um dos maiores motivos de orgulho da capital é o avanço na área da educação. Com investimentos estruturais, inclusão tecnológica e valorização profissional, a Prefeitura tem transformado o ensino dentro e fora da zona urbana — chegando também às escolas do campo e comunidades indígenas.

Planejamento e compromisso com o futuro

Desde o início da atual gestão, a Prefeitura de Boa Vista tem priorizado ações que garantam qualidade de ensino para todas as crianças, independentemente da região onde vivem. Para o prefeito Arthur Henrique, investir em educação é uma das bases do desenvolvimento da cidade.

“Boa Vista tem crescido com planejamento e responsabilidade social. Por isso investimos como nunca na formação dos nossos alunos, na estrutura das escolas e na valorização dos profissionais da rede”, afirmou o prefeito.

Inovação tecnológica nas salas de aula

Uma das maiores apostas da gestão tem sido a tecnologia como ferramenta pedagógica. Em abril, 64 escolas de Educação Infantil passaram a contar com as PlayTables — equipamentos interativos que estimulam o desenvolvimento cognitivo e motor de cerca de 13 mil alunos do 1º e 2º período.

Também foi implantada a Plataforma Plurall, em conjunto com o novo material do Sistema MAXI, beneficiando estudantes do 3º ao 7º ano com conteúdo alinhado à BNCC. Além de promover aprendizagem emocional, cognitiva e social, o material unifica disciplinas e reduz o peso nas mochilas.

Profissionais valorizados e rede ampliada

A gestão já convocou 5.279 aprovados em concursos públicos, sendo 3.918 destinados à área da educação. Atualmente, a rede conta com 3.495 professores efetivos e 247 temporários, atendendo escolas urbanas, rurais e indígenas.

O secretário municipal de Educação e Cultura, Lincoln Oliveira, reforçou o compromisso da rede:

“Nosso compromisso é garantir o mesmo padrão de ensino para toda criança, esteja ela na cidade, no campo ou em uma comunidade indígena.”

Orgulho de quem faz parte da mudança

A professora Elizabete da Silva, da Escola do Campo Maria de Lourdes Dias de Abreu, celebra os avanços.

“A gente vê o cuidado e o investimento que chegam até as escolas do campo. Isso nos motiva a continuar oferecendo o melhor para nossos alunos.”

A assessora pedagógica da SMEC, Thainá Barreto, destacou a igualdade de qualidade entre as unidades da rede:

“As escolas do campo e indígenas seguem o mesmo padrão das urbanas. Há formação continuada, material didático e suporte constante.”

Esporte também é educação

Na última sexta-feira (4), a Escola Indígena Vicente André da Silva, na comunidade Truaru da Cabeceira, recebeu uma nova quadra poliesportiva. Também foram entregues 42 mil itens esportivos para escolas da capital, que serão usados nas aulas e eventos como Jogos do Campo, Jogos Indígenas e Festival de Xadrez.

Ensino estruturado desde os primeiros anos

Crianças do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental contam com materiais didáticos estruturados do Instituto Alfa e Beto (IAB), promovendo leitura, escrita e gestão pedagógica eficiente. Foram entregues 46.507 materiais, beneficiando quase 14 mil alunos.

Merenda nutritiva e culturalmente adaptada

A alimentação escolar em Boa Vista segue padrões nutricionais do FNDE e é adaptada para cada faixa etária. Nas escolas indígenas, os cardápios valorizam ingredientes regionais, como peixes e preparações tradicionais — fortalecendo o elo entre escola e cultura local.

Saúde ocular com o projeto Bem-Te-Vi

Mais de 4.600 crianças da Rede Municipal já receberam óculos gratuitos por meio do Projeto Bem-Te-Vi, que promove triagens visuais com tecnologia moderna (Spot Vision Screener), consultas médicas e entrega de lentes. A meta é atingir 12 mil alunos até o fim de 2025.

Inclusão que transforma

Boa Vista é referência em educação inclusiva. O Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) atende crianças com TEA com equipe multidisciplinar. Além disso, as Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) oferecem Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas regulares.

Neste ano, a Prefeitura adquiriu 1.929 materiais pedagógicos e terapêuticos, como brinquedos interativos, jogos sensoriais e recursos de comunicação alternativa.

Eventos como o RecrearTEAndo e a Corridinha TEA, realizados em abril, reuniram mais de mil crianças na Vila Olímpica e consolidaram Boa Vista como destaque nacional em ações voltadas ao público com autismo.

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